Quem somos

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A REDEinclusão é um Projecto que faz parte integrante da Associação Cidadãos do Mundo e que visa o desenvolvimento da inclusão educativa e social das crianças e jovens em situação de vulnerabilidade ou marginalização, nomeadamente, os que vivem em condições de privação ou abandono, os que são portadores de deficiência ou doenças graves e prolongadas, os refugiados, os que constituem minorias culturais e linguísticas, os que trabalham, os que estão por qualquer razão excluídos de uma educação formal.

A criação do Projecto REDEinclusão foi directamente inspirada pela organização Enabling Education Network (EENET), adoptando os seus valores, princípios e estratégias de actuação mas tem como alvo os países de língua oficial portuguesa: Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Guiné e Timor.

Visa todos os agentes educativos: pais, professores, auxiliares de educação, técnicos de reabilitação, dirigentes escolares, agentes de desenvolvimento comunitário.

A iniciativa de se criar a “REDEinclusão” nasceu de um grupo de pessoas que trabalhavam no Instituto de Inovação Educacional, do Ministério da Educação, e que aí desenvolveram um Projecto intitulado “Promoção da Educação Inclusiva”.

Após ter sido encerrado o referido Instituto, o grupo  foi alargado a outras pessoas que, em diferentes cargos profissionais, adoptavam os princípios em que aquele Projecto se baseava, integrando-se na  Associação Cidadãos do Mundo, e prestando colaboração activa e voluntária  na criação deste  site e do Boletim que nele se insere.

 

A coordenação desta iniciativa esteve a cargo de  Ana Maria Bénard da Costa,

A edição dos conteúdos do site, a cargo de Jorge Santos

O design gráfico do Boletim a cargo de Valdemar Lopes

A colaboração no lay-out a cargo de José Vaz Pinto

 
O princípio que nos rege:

O princípio que nos rege é a Educação Inclusiva e adoptamos como definição a que é proposta pela UNESCO: “ (é) um processo de encarar e responder à diversidade das necessidades de todos os alunos, através da promoção da participação na aprendizagem, nas culturas e nas comunidades e da redução da exclusão a partir da educação “e define quatro elementos-chave nesta conceptualização:

         A Inclusão é um processo, ou seja, é uma constante procura de responder da melhor forma à diversidade dos alunos.

        A Inclusão diz respeito à identificação de barreiras e à sua eliminação, ou seja, envolve a recolha e avaliação de informação sobre elas e o desenvolvimento de políticas e práticas capazes de as enfrentar.

        A inclusão consiste na presença, na participação e na aprendizagem de todos os alunos, ou seja, diz respeito ao acesso e frequência da escola regular, à qualidade das experiências educativas aí desenvolvidas e às formas como a aprendizagem é continuamente avaliada em relação a cada aluno.

        A inclusão implica que se atendam, com especial atenção, os grupos de alunos que podem estar em risco de exclusão, marginalização ou insucesso, ou seja, exige que se adoptem os passos necessários para o seu aceso e participação no sistema educativo.


Neste contexto a inclusão implica:

        Valorizar, igualmente, todos os alunos e todo o pessoal.

        Aumentar a participação e reduzir a exclusão dos alunos das culturas, currículos e comunidades das escolas locais.

        Reestruturar as políticas, culturas e práticas nas escolas, de forma que estas respondam à diversidade dos alunos das respectivas áreas.

        Reduzir as barreiras à aprendizagem e à participação de todos os alunos, não somente aos que têm deficiências ou que são categorizados como tendo “necessidades educativas especiais”.

        Utilizar as estratégias e as mudanças adoptadas para ultrapassar as barreiras ao acesso e à participação com que alguns alunos se deparam, de modo a que estas venham a beneficiar duma forma mais geral, todos os alunos.

        Olhar para a diferença entre os alunos como recursos de apoio à aprendizagem, em vez de os considerar como problemas a resolver.

        Reconhecer o direito dos alunos a serem educados na sua localidade de residência.

        Desenvolver as escolas no que diz respeito ao seu pessoal, tanto como aos seus alunos.

        Sublinhar o papel das escolas na construção das comunidades e no desenvolvimento dos valores, bem como no aumento do sucesso da aprendizagem.

        Incentivar as relações mútuas, entre escolas e comunidades.

        Reconhecer que a inclusão na educação é um aspecto da inclusão na soiciedade

 

Porquê a educação inclusiva?

1. A educação inclusiva é uma questão de direitos humanos:  todas as crianças têm o direito de aprender, em conjunto e não devem ser excluídas pelo facto de apresentarem deficiências ou outros problemas que dificultam a sua aprendizagem.

2. Para se atingirem  as “Metas de desenvolvimento da Milénio” – a escolarização, no mundo, dos 115 milhões de crianças actualmente excluídos da educação, é essencial que possam ter acesso e participar  na escola regular  as crianças que apresentam situações de vulnerabilidade, por qualquer ordem de razões. pobreza, carências familiares, problemas graves de saúde, deficiência, pertença a minorias culturais/linguísticas, e outras.

3. Nas escolas regulares, as crianças aprendem melhor, estabelecem mais facilmente laços sociais e adquirem mais competências para sua integração ao longo da vida, na comunidade e no meio laboral.

4. A escola inclusiva permite uma melhor e mais eficiente utilização dos recursos de apoio (humanos e materiais).

5. A interacção entre crianças de diferentes capacidades e de diferentes meios e culturas promove a educação para a cidadania e a solidariedade e, a longo prazo, contribui para uma sociedade mais inclusiva.

 6. Encarar a diversidade entre os alunos e as dificuldades que algumas apresentem como factores de desenvolvimento das estratégias de ensino.

7. Fomentar a aprendizagem cooperativa entre os alunos.

 

Os nossos objectivos são:

. promover a educação inclusiva em todos os níveis,

. estimular o intercâmbio de experiências realizadas no meio familiar, escolar e na    comunidade que promovam a inclusão de todas as crianças e jovens,

. difundir o conhecimento de estratégias educativas que facilite o acesso e a participação;

. fomentar a aprendizagem cooperativa entre os alunos e o ensino colaborativo entre agentes educativos.

As estratégias que  iremos utilizar são:

. fornecer instrumentos que ajudem a escola a realizar a sua avaliação contínua, tendo em vista o aperfeiçoamento da resposta a todos os alunos,

. disponibilizar, em língua portuguesa, documentação que possa ajudar os agentes educativos a aplicar com os seus alunos os princípios da educação inclusiva (quer sejam documentos escritos originalmente em português, quer traduzidos de outras línguas.

. difundir informações relevantes sobre publicações, eventos, recomendações internacionais, legislação e outros acontecimentos relevantes,

. partilhar de cartas de leitores,

. disponibilizar um espaço onde possam ser colocadas questões e comentários, a serem respondidos pelos gestores da página.

 

Como podemos tornar a educação inclusiva uma realidade?

1. Desenvolvendo nas escolas e nas comunidades uma cultura que promova o respeito pela diferença e pelo direito de todos ao acesso e á participação na escola regular.

2. Promovendo nos profissionais da educação a consciência de que todas as

crianças podem aprender e progredir e que as suas expectativas positivas são determinantes no sucesso da aprendizagem dos alunos.

3. Estabelecendo fortes laços de comunicação e entre ajuda entre as famílias e as escolas.

4. Procurando descobrir e utilizar recursos provenientes da escola, das famílias, das comunidades assim como dos meios de informação disponíveis na localidade ou à distância.

5. Promovendo uma aprendizagem activa e participada, em que se reconhecem as competências e experiências prévias dos alunos, e criando condições para o trabalho cooperativo e a entre ajuda na sala de aula.

6. Estimulando a colaboração entre os professores e outros profissionais, de modo a poderem, em conjunto, encontrar resposta para as suas dificuldades e para a solução dos conflitos que eventualmente se lhes deparem.

7. Criando uma cultura da reflexão sobre a realidade escolar e sobre a intervenção educativa, fita em conjunto por todos os profissionais, tendo em vista a progressiva melhoria das condições de ensino e de aprendizagem.

 

Quem nos apoia?

·         A Fundação Calouste Gulbenkian que financiou este  Projecto, permitindo a aquisição de recursos materiais,  colaboração  técnica, deslocações junto de escolas e de agentes educativos em diversas regiões de Portugal e a dois países Africanos de língua oficial Portuguesa países e produção de documentos informativos.

·         A Universidade de Aveiro  que, através do CEMED,  produziu o site da Associação Cidadãos do Mundo e este site.

·         O Enabling Education Network (EENET) que foi a fonte inspiradora deste Projecto e que nos incluiu no seu processo de regionalização, assumindo-nos como parte integrante da sua rede internacional. e que nos disponibiliza o seu apoio, de acordo com um Protocolo acordado por ambas as partes.

 

 Outros apoios

A UNESCO, através da autorização de tradução e divulgação dos textos da sua autoria e do apoio institucional da sua Comissão Nacional

 

O Centre for Studies in Inclusive Education ( CSIE) que estabeleceu uma parceria com a REDEinclusão, através da qual autoriza a tradução e colocação neste site de documentos por ele elaborados e/ou disponibilizados on-line, nomeadamente o livro “INDEX for Inclusion”, da autoria de Mel Ainscow e de Tony Booth.

 

Fundação Calouste Gulbenkian Universidade de Aveiro EENET CSIE